O protagonismo na linguagem na mediação familiar judicial

RESUMO Este artigo analisa, no âmbito da Linguística Aplicada e em uma perspectiva interacional, a fase denominada “historiando o conflito”, uma das cinco fases identificadas pelo grupo de pesquisa Interação em Contextos Institucionais como recorrentes em uma entrevista de mediação. Este trabalho analisa como o mediador e as partes em desacordo negociam os espaços para que o conflito possa ser elaborado, trabalhado e transformado por aqueles que procuram a Justiça para resolverem suas questões familiares. A análise de dados reais de fala-em-interação mostra que a formulação, a reformulação e a coconstrução das narrativas são a forma central de ação dos atores no contexto estudado, sendo a construção de suas identidades realizada por meio da linguagem. Por fim, tal como postulam os manuais do direito e por meio do estudo das narrativas, analisamos o empoderamento e o exercício de protagonismo por parte dos entrevistados.

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Bibliographic Details
Main Authors: Gago,Paulo Cortes, Sant’Anna,Priscila Fernandes
Format: Digital revista
Language:Portuguese
Published: Faculdade de Letras - Universidade Federal de Minas Gerais 2017
Online Access:http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-63982017000400731
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Summary:RESUMO Este artigo analisa, no âmbito da Linguística Aplicada e em uma perspectiva interacional, a fase denominada “historiando o conflito”, uma das cinco fases identificadas pelo grupo de pesquisa Interação em Contextos Institucionais como recorrentes em uma entrevista de mediação. Este trabalho analisa como o mediador e as partes em desacordo negociam os espaços para que o conflito possa ser elaborado, trabalhado e transformado por aqueles que procuram a Justiça para resolverem suas questões familiares. A análise de dados reais de fala-em-interação mostra que a formulação, a reformulação e a coconstrução das narrativas são a forma central de ação dos atores no contexto estudado, sendo a construção de suas identidades realizada por meio da linguagem. Por fim, tal como postulam os manuais do direito e por meio do estudo das narrativas, analisamos o empoderamento e o exercício de protagonismo por parte dos entrevistados.