Artrópodes predadores em milho Bt em sucessão a soja transgênica e submetido a diferentes manejos fitossanitários.

O aumento do cultivo de geneticamente modificadas (GM), resistentes a lagartas (Bt) e a glifosato (RR), e a possibilidade de seu uso continuado na sucessão soja-milho, no Brasil, motivou a realização deste trabalho com o objetivo de avaliar a densidade populacional de artrópodes predadores ocorrentes em milho Bt e não-Bt, em sucessão a soja Bt, RR e não-GM e conduzidas em diferentes sistemas de manejo fitossanitário. Foi utilizado o delineamento em blocos ao acaso, com quatro repetições e parcelas de 18x18m. Os tratamentos consistiram de diferentes combinações de plantas transgênicas, na sucessão soja-milho: (T1) soja não-GM e milho não-Bt; (T2) soja não-GM e milhoBt; (T3) sojaRR e milho não-Bt; (T4) sojaRR e milhoBt; (T5) sojaBtRR e milho não-Bt; (T6) sojaBtRR e milho Bt; (T7) sojaRR e milhoBt com aplicação de inseticidas junto com herbicida e fungicida, totalizando 5 aplicações em soja e 3 em milho. De T1 a T6 os inseticidas foram aplicados de acordo com o nível de controle. Nos estágios de V4, V6 e V8 do milho foram quantificados os predadores presentes em 10 plantas coletadas aleatoriamente na parcela. Os dados foram submetidos à análise exploratória, transformados quando necessário, submetidos a ANOVA e as médias foram comparadas por Tukey (?=5%). De um total de 392 indivíduos, de 10 táxons, a Anthocoridae (Orius sp.) foi a família mais frequente (47,2%), seguida por Dermaptera (24,7%), Syrphidae (11%) e Staphylinidae (6,4%). Coccinellidae, Araneae, Carabidae, Lygaeidae, Crysopidae e Reduvidae foram pouco frequentes. Houve diferença significativa entre os tratamentos apenas para Anthocoridae e total de predadores, com menores densidade de predadores em milho Bt, devido, provavelmente, a sua menor disponibilidade de alimento (lagartas). Não há evidências do efeito da cultivar de soja (Bt, RR ou não-GM), cultivada anteriormente, e do manejo fitossanitário sobre a densidade de predadores em milho.

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Bibliographic Details
Main Authors: CHIESA, A. C. M., SISMEIRO, M. N. S., BROCCO, L. A. F., MAZIERO, E. C., LOPES, G. H., PASINI, A., ROGGIA, S.
Other Authors: ANA CAROLINA M. CHIESA, UEL; MARIANA N. S. SISMEIRO, UEL; LUIS ANTONIO F. BROCCO, UEL; EDENILSON C. MAZIERO, UNOPAR; GUSTAVO HENRIQUE LOPES, UEL; AMARILDO PASINI, UEL; SAMUEL ROGGIA, CNPSO.
Format: Separatas biblioteca
Language:pt_BR
por
Published: 2014-12-19
Subjects:Planta transgênica, Predador, Controle integrado, Praga de planta, Lagarta, Entomologia., Transgenic plants, Integrated pest management,
Online Access:http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1003341
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Description
Summary:O aumento do cultivo de geneticamente modificadas (GM), resistentes a lagartas (Bt) e a glifosato (RR), e a possibilidade de seu uso continuado na sucessão soja-milho, no Brasil, motivou a realização deste trabalho com o objetivo de avaliar a densidade populacional de artrópodes predadores ocorrentes em milho Bt e não-Bt, em sucessão a soja Bt, RR e não-GM e conduzidas em diferentes sistemas de manejo fitossanitário. Foi utilizado o delineamento em blocos ao acaso, com quatro repetições e parcelas de 18x18m. Os tratamentos consistiram de diferentes combinações de plantas transgênicas, na sucessão soja-milho: (T1) soja não-GM e milho não-Bt; (T2) soja não-GM e milhoBt; (T3) sojaRR e milho não-Bt; (T4) sojaRR e milhoBt; (T5) sojaBtRR e milho não-Bt; (T6) sojaBtRR e milho Bt; (T7) sojaRR e milhoBt com aplicação de inseticidas junto com herbicida e fungicida, totalizando 5 aplicações em soja e 3 em milho. De T1 a T6 os inseticidas foram aplicados de acordo com o nível de controle. Nos estágios de V4, V6 e V8 do milho foram quantificados os predadores presentes em 10 plantas coletadas aleatoriamente na parcela. Os dados foram submetidos à análise exploratória, transformados quando necessário, submetidos a ANOVA e as médias foram comparadas por Tukey (?=5%). De um total de 392 indivíduos, de 10 táxons, a Anthocoridae (Orius sp.) foi a família mais frequente (47,2%), seguida por Dermaptera (24,7%), Syrphidae (11%) e Staphylinidae (6,4%). Coccinellidae, Araneae, Carabidae, Lygaeidae, Crysopidae e Reduvidae foram pouco frequentes. Houve diferença significativa entre os tratamentos apenas para Anthocoridae e total de predadores, com menores densidade de predadores em milho Bt, devido, provavelmente, a sua menor disponibilidade de alimento (lagartas). Não há evidências do efeito da cultivar de soja (Bt, RR ou não-GM), cultivada anteriormente, e do manejo fitossanitário sobre a densidade de predadores em milho.